Como saber quais lojas aceitam Bitcoin no Brasil; site ...

Brasília ganha loja física de Bitcoin SP e Florianópolis são as próximas

A BitcoinToYou, única empresa com lojas físicas do Brasil a realizar transações entre o real e a moeda virtual, inaugurou seu segundo estabelecimento no país ontem (21), em Brasília. A primeira a comercializar bitcoins foi aberta em Curitiba, em junho do ano passado, e as próximas deverão ser em São Paulo e Florianópolis, ainda este ano, segundo a empresa.
O que é
A unidade monetária Bitcoin (BTC) é uma moeda online que não possui uma gerência central, tendo seus valores descentralizados a partir de transações por rede de compartilhamentos P2P (ponto-a-ponto). Por também não depender de intermediários financeiros, como bancos e instituições reguladoras como o Banco Central, as transações não contam com impostos e possuem taxas menores de transação.
De acordo com o dono da BitcoinsToYou, André Horta, a abertura da loja em Brasília promete ser lucrativa uma vez que a cidade divide com São Paulo o mérito de ser um dos locais com maior volume real de movimentação da moeda no Brasil. Se cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte também possuem grande número de adeptos da moeda, ainda ficam atrás no quesito de valores movimentados.
Para Adriano Zanella, o franqueado da nova loja, o objetivo é oferecer um espaço seguro com troca de ideias e informações entre funcionários e clientes, aumentando assim o nível de confiança dos brasileiros na moeda virtual.
Se hoje os principais compradores do bitcoin são pessoas que realizam trocas de câmbio para viagens internacionais e usuários de lojas online, a proposta do BitcoinToYou é estimular o comércio convencional a adotar a carteira de bitcoins, assim como já acontece em outras cidades e países. Dell, Amazon, Microsoft e BestBuy são algumas das marcas que aceitam pagamentos com a moeda.
A bolsa de Nova York, coincidentemente, acabou de adotar uma taxa de conversão entre bitcoins e dólares, com a justificativa de interesse dos seus negociantes pela cotação da moeda eletrônica.
A loja de Brasília, assim como a de Curitiba, vende cartões pré-pagos e aceita compras através de dinheiro e transferência bancária. Os donos também estudam a possibilidade da venda de bitcoins através de cartão de crédito, adotando até opção de parcelamento.
Além disso, será possível que comerciantes locais recebam em bitcoins e troquem a transação rapidamente por reais, aproveitando as altas e baixas da moeda sem se submeter a prazos e taxas das operadoras de crédito.
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Sobre o risco, Adriano não tem dúvida de que se encontra em um negócio seguro e promissor. “No Brasil não é muito comum porque a gente não vê acontecendo, mas várias empresas de sucesso já adotam a transação em bitcoins, que vai ganhando espaço no futuro”, diz ele.
Segurança garantida
André Horta atenta para os cuidados com a segurança do sistema da loja, que possui servidores na Califórnia e na Flórida, além de investimentos em criptografia, certificado SSL e outros métodos que os próprios bancos usam, como autenticação de dois fatores e replicação de dados.
Além disso, há uma reserva de 90% dos valores em poder da empresa em paper wallet, uma garantia física de que a moeda digital não se perderá com uma invasão de software, por exemplo. “Hoje é uma técnica conhecida no mundo todo, todas as exchanges de ponta já usam”, explica André.
Apesar da alta volatilidade do bitcoin, que chega a variar cerca de R$ 30 a R$ 40 por dia, o saque dos valores adquiridos é imediato, de acordo com Adriano, o que aumenta a confiabilidade no sistema. Hoje com uma cotação de 1 bitcoin para cada R$ 758,74, o bitcoin já chegou a variar de US$ 200 a mais de US$ 1.000 em um período de alta na cotação. Os primeiros compradores do sistema, que foi criado em 2009, hoje são milionários.
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Crédito, débito ou bitcoin?

São Paulo - O empresário Rodrigo Souza, de 34 anos, mudou-se para os Estados Unidos em 2008 e colocou seu apartamento em Santos à venda no ano passado. Nada de excepcional, não fosse a única forma de pagamento aceita: bitcoin.
Como mora em outro país, essa é, segundo ele, a melhor maneira de receber o dinheiro sem pagar as altíssimas taxas de remessa ao exterior — que podem chegar a 10% do valor de venda — ou do imposto sobre operações financeiras (IOF), que no fim do ano passado chegou a 6,38%.
Essa transação não é novidade para Rodrigo. Sócio de uma empresa de vídeos publicitários de animação, a MindBug Studios, Rodrigo tem colaboradores espalhados por quatro países. Seus empregados no Brasil e na Argentina recebem o salário em bitcoins.
“Tentei pagá-los via PayPal (serviço online de pagamentos), mas as taxas sequestravam boa parte do dinheiro. Com o bitcoin, eles recebem o salário integral e descontam os impostos nos países onde moram”, diz. Rodrigo também aceita, e até prefere, essa moeda como forma de pagamento pelos serviços prestados por sua empresa. “O dinheiro chega mais rapidamente e eu me livro das taxas”, afirma.
O empresário usa bitcoins principalmente como forma de transferir dinheiro e mantém cerca de 20% do patrimônio na moeda virtual. “Como o valor é muito volátil, prefiro transferir o resto para dólar, por garantia”, explica.
O bitcoin é uma moeda que circula apenas online, sem a regulação de um banco central e com transações encriptadas, ou seja, transmitidas em códigos, para dar segurança ao usuário e manter anônimas suas informações. Cada unidade valia, no início de abril, 446 dólares.
No dia 19 de novembro a moeda havia chegado a 545 dólares. Dez dias depois, estava cotada em 1 023 dólares. Essa instabilidade é um dos principais argumentos dos economistas que afirmam que o “bit­coin é algo mais parecido com loteria do que com moe­da”. A frase é do professor de finanças da FGV Samy Dana.
“Uma moeda precisa armazenar e conservar valor, mas o bitcoin oscila mais de 20% em um único dia”, diz Samy. Outra questão é a falta de uma autoridade monetária. “Não existe uma agência central reguladora. Isso deixa o bitcoin praticamente à margem da lei”, diz o professor de finanças do Ibmec do Rio de Janeiro Nelson de Souza.
Entretanto, há quem defenda que o bitcoin seja a moeda do futuro. No fim do ano passado, Ben Bernanke, então presidente do Federal Reserve, o banco central americano, enviou uma declaração ao Comitê de Segurança Nacional do Senado reconhecendo que o bitcoin “pode ser uma promessa, particularmente se as inovações que ele traz forem capazes de promover um sistema de pagamento mais rápido, seguro e eficiente”.
O Departamento de Justiça americano também emitiu um co­municado oficial informando que as operações com bitcoin são um meio legal de troca. “O Departamento de Justiça reconhece que muitos sistemas monetários virtuais oferecem serviços financeiros legítimos e possuem potencial para promover um comércio global mais eficiente.”
No Brasil, só 52 estabelecimentos estão no coinmap, o mapa que mostra quem aceita bitcoins. Parece pouco, mas esse número dobrou desde o fim do ano passado. O engenheiro da computação de Belo Horizonte Eduardo Camponez, de 33 anos, deve aumentar essa lista.
Ele convenceu uma escola de inglês online a aceitar bitcoins. Eduardo começou a estudar o bitcoin no fim do ano passado e já usou a moeda virtual para comprar em sites como Amazon. Para ele, a principal vantagem dela é ficar livre de intervenções de governos e bancos.
Esse aspecto, no entanto, preocupa autoridades do mundo todo. Um bom exemplo disso foi o que aconteceu em 2010, quando o governo americano tentou fechar o WikiLeaks, site que vazou documentos confidenciais da Casa Branca sobre a guerra no Afeganistão.
Como punição, o governo americano proibiu que bancos e operadoras de cartões de crédito transferissem dinheiro ao site, que vive de doações. Foi então que o WikiLeaks começou a receber doações em bitcoins, que não podem ser bloqueadas nem rastreadas pelas autoridades.
Na rede, é possível visualizar quanto e quando o dinheiro foi transferido, mas as contas que o enviaram e o receberam permanecem anônimas. Com base nessa premissa, Charlie Shrem, criador da BitInstant, empresa de negociação da moeda virtual, foi preso em janeiro, acusado de um esquema de venda de bitcoins para usuários do Silk Road, mercado negro online que vende drogas e armas ilegalmente.
A origem do bitcoin é incerta. Acredita-se que ele tenha sido criado em 2008 por Satoshi Nakamoto, programador japonês de 64 anos radicado nos Estados Unidos. No mês passado, a revista americana Newsweek tentou confirmar a informação, que foi negada por Satoshi.
Mais misteriosa ainda foi a forma como, em fevereiro, a Mt. Gox, maior bolsa para troca de bitcoins no Japão, anunciou que 300 milhões de dólares na moeda virtual foram roubados por hackers. “Fraudes acontecem com qualquer moeda”, diz Eduardo Camponez.
O bitcoin é considerado por seus defensores uma resposta à alta carga tributária e ao excesso de regulação do sistema monetário. “Ela representa uma revolução sem precedentes no sistema bancário mundial”, diz o economista Fernando Ulrich, autor do livro Bitcoin — a Moeda na Era Digital. Já há centenas de criptomoedas criadas a partir do código-fonte do bitcoin.
A ripple, uma delas, já recebeu aportes milionários de investidores como o Google Ventures. Na dúvida, talvez seja bom se acostumar com a ideia de ter uma carteira digital. Ela pode se tornar uma realidade na sua vida num futuro bem próximo.
Entenda como são feitas as transações com essa moeda virtual
O que é: Uma moeda que só circula online, com transações feitas em códigos para proteger a identidade de seus usuários
Bitcoin: As transferências, mesmo que internacionais, são feitas diretamente entre os usuários, sem taxas.
Moeda convencional: Operações com cartões de crédito e débito ou transferências de dinheiro passam pelos bancos.
Como encher a carteira
Vendendo
• Vendendo produtos, em lojas e sites, e aceitando bitcoins em troca.
Comprando
• Comprando a moeda de outras pessoas em sites como LocalBitcoins.com ou em casas de câmbio especializadas.
Minerando
• Resolvendo problemas matemáticos gerados pelo software do bitcoin, usado para autenticar as transações com a moeda na internet. Quem soluciona primeiro os problemas é recompensado com um pagamento em bitcoins pelo serviço prestado aos demais usuários.
Essas pessoas são chamadas de mineradoras, porque “garimpam” seus bitcoins em vez de comprá-los.
Saiba como uma compradora nos Estados Unidos faria para adquirir com bitcoins um par de sapatos de uma loja na Itália e como a operação é validada pelos membros da rede
1 O primeiro passo é criar uma carteira virtual em sites como Coinbase e Multibit. Cada conta dá acesso a uma série de endereços, cada um formado por uma sequência de letras e números.
2 Quando visita um site de compras e decide adquirir um produto em bitcoins, a compradora recebe do vendedor um endereço.
3 O passo seguinte será entrar em sua própria carteira virtual e usar sua assinatura digital — uma espécie de senha — para autorizar a transferência para o endereço gerado pelo vendedor.
4 Cada transação gera um problema matemático, que precisa ser solucionado pelos mineradores para que a operação seja finalizada. Os mineradores emprestam a capacidade analítica de seus computadores para a rede e, como forma de bonificação, recebem 25 bitcoins por operação completada.
5 Para cada transação, é gerada uma chave pública — uma senha que permite a qualquer membro da rede verificar se a operação é válida, embora ninguém possa identificar os envolvidos nela.
Confira abaixo as vantagens e as desvantagens envolvidas no uso do bitcoin
Vantagens
• É possível enviar dinheiro para qualquer lugar do mundo sem pagar as altas taxas de transferência cobradas pelos bancos.
• Qualquer membro da rede pode ver quais transações foram feitas, o que reduz a possibilidade de fraudes. O valor e o horário das operações são registrados, mas os usuários permanecem anônimos — a menos que alterem seu nível de privacidade.
• No Brasil, só 52 estabelecimentos admitem bitcoins como forma de pagamento. Parece pouco, mas esse número já é o dobro do que existia até o fim do ano passado.
• É possível trocar reais por dólares ou qualquer moeda estrangeira sem incidência do imposto sobre operações financeiras (IOF), que chegou a 6,38% em 2013. Basta comprar bitcoins com moeda nacional e vendê-los na moeda desejada.
Riscos
• Não há a quem recorrer em caso de fraude ou quebra de uma casa de câmbio de bitcoins.
• Como não é uma moeda regulamentada, o valor do bitcoin pode oscilar mais de 100% em um dia. Sua alta volatilidade faz com que ele não seja indicado como investimento.
• Assim como qualquer coisa que só existe o mundo virtual, carteiras e contas podem ser invadidas por hackers.
• Ainda são poucos os estabelecimentos ou prestadores de serviços que aceitam essa moeda
Fonte EXAME
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O Bitcoin entra na real *Valor Econômico*

A ideia de romper fronteiras entre o mundo digital e o físico permeia enredos de ficção científica há décadas. Mas e se o mundo real começar, de verdade, a ficar mais virtual? É uma façanha que, parece, o bitcoin (BTC) tem conseguido levar adiante, mesmo após as turbulências dos últimos meses, que colocam em xeque o futuro do dinheiro virtual.
O Brasil já conta com 51 estabelecimentos, entre bares, pousadas, restaurantes, lojas e até uma clínica de cirurgia plástica, que, além de reais, recebem também dinheiro virtual. Em um mês esse número quase dobrou: em fevereiro, segundo o serviço CoinMap, que mapeia os lugares nos quais se pode usar BTC como pagamento, o país contava com 27 pontos.
Na América Latina, o Brasil não é o maior mercado. A Argentina exibe 107 estabelecimentos. E, no mundo todo, já são 3,6 mil, de acordo com o CoinMap, o que representa um crescimento de 38% em relação a fevereiro.
De acordo com estimativas da "exchange" brasileira BitInvest, que faz a intermediação de troca de reais por bitcoins, o mercado doméstico já movimenta R$ 20 milhões por mês, em cerca de 400 mil transações. "A maior parte dos negócios se concentra nas exchanges, mas há ainda negociações diretas entre usuários", afirma Flavio Prippas, sócio da BitInvest, que tem no currículo passagem pelo banco americano JP Morgan, como diretor de tecnologia.
Ainda concentrado, o mercado brasileiro conta com três principais exchanges. A mais antiga do país, o Mercado Bitcoin, existe desde 2011 e movimenta sozinha R$ 8 milhões por mês, segundo Rodrigo Batista, sócio da casa de câmbio digital e ex-executivo do banco americano Morgan Stanley. "A imensa maioria dos clientes faz investimentos pequenos, entre R$ 500 e R$ 1.000", diz.
O crescimento do interesse pelo bitcoin ganhou impulso, principalmente, após declaração do ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, que foi vista pelo mercado como uma espécie de benção cautelosa ao sistema. Ainda no cargo, Bernanke chamou as "moedas virtuais", como classificou essas inovações, de "uma promessa de longo prazo".
A opinião do comandante da autoridade monetária dos EUA, divulgada em novembro de 2013, deflagrou uma espécie de corrida especulativa ao ouro digital, que levou o bitcoin a acumular valorização de mais de 5.000% no ano passado.
A alta alavancada pela especulação colocou os bitcoins no radar de investidores e de um número crescente de empresas, que passaram a aceitar o dinheiro virtual como alternativa de recebimento por serviços ou produtos. Especialistas, no entanto, alertam para os riscos embutidos nesse tipo de operação. "Ninguém consegue dizer qual valor real o bitcoin vai ter no futuro. Não há nenhuma base", resume o professor de finanças do Insper, Michel Viriato.
A visibilidade acabou expondo a face perigosa da moeda digital, que não tem supervisão de nenhum banco central ou ainda distribuição controlada. A valorização atraiu a atenção de cyber criminosos, que levaram ao fechamento em 25 de fevereiro da maior bolsa de negociações mundial de bitcoins, a japonesa MTGox, que gerou prejuízo de quase US$ 500 milhões e a perda de 750 mil bitcoins. Outro baque veio com o encerramento da canadense Flexcoin, em 4 de março, após um roubo de 896 bitcoins ou US$ 600 mil.
Os problemas trouxeram à tona os riscos de um mercado não regulado, sujeito a manipulação e com brechas de segurança, ameaçando o futuro do dinheiro virtual. Autoridades no mundo todo, inclusive o banco central brasileiro, já alertaram que estão de olho na evolução do uso dessas moedas, apesar de minimizarem o risco que representam ao sistema financeiro (leia mais na página D3). Ainda assim, o Bitcoin continua a ganhar adeptos no mundo real. E não apenas pessoas físicas, mas cada vez mais empresas passam a usar a moeda digital.
Desde janeiro, a loja paulistana Pallas, que vende roupas íntimas e de ginástica femininas, recebe pagamentos em bitcoins. Segundo Abelardo Bias Sobrinho, sócio do empreendimento, a opção pela moeda digital surgiu por dois motivos distintos. "Com o bitcoin podemos escapar das taxas de bancos e das operadoras de cartão de crédito e débito. Também tem a questão da segurança, porque somos um ponto de rua e já fomos assaltados, e dinheiro em papel é mais fácil ser roubado", afirma.
Apesar de oferecer há três meses a opção de pagamento, a loja ainda não recebeu nenhum pagamento com o dinheiro virtual. "Temos recebido muitas consultas, mas quem tem carteira com bitcoins prefere segurar de olho na valorização nos últimos meses", diz o sócio da Pallas.
Um dos primeiros estabelecimentos a aceitar bitcoins no país, o bar e oficina de bicicletas Las Magrelas, de São Paulo, já recebeu sete pagamentos na moeda digital. "A gente começou a aceitar a moeda digital em junho do ano passado. Foi uma maneira de driblar a taxação das instituições financeiras e também de atrair um público mais ligado à tecnologia", afirma Rafael Rodo, sócio do empreendimento.
A pousada Kyrios, em São Sebastião, no litoral norte paulista, já conta um ano desde que passou a aceitar o bitcoin. De acordo com Maria Fátima Regina de Moura, dona da hospedagem, "as consultas para estadias com pagamento em moeda digital aumentaram muito a partir do fim do ano passado". Hoje representam 5% dos pedidos por informações de reservas. Como a volatilidade do bitcoin é muito alta, a pousada optou por converter o valor da diária em dólares e depois em BTC, de acordo com a cotação do dia.
Novata no território das moedas digitais, a clínica estética Renova Pele, de Jundiaí, no interior de São Paulo, aderiu ao bitcoin há pouco mais de duas semanas. Paulo Martin, 40 anos, cirurgião plástico associado ao estabelecimento, conta que a valorização do dinheiro virtual no fim de 2013 foi decisiva para sua aceitação como meio de pagamento. "A moeda já subiu muito de valor e esperamos que tenha atingido um patamar mais sólido para as pessoas poderem usar como forma de pagamento", diz. Segundo o profissional, qualquer serviço da clínica pode ser pago com bitcoin, até mesmo cirurgias plásticas e aplicações de botox.
A ligação de Martin com a moeda virtual vai além do lado profissional. "Estou comprando e guardando bitcoins numa carteira virtual como investimento", conta o cirurgião, que começou a aplicar em BTC em novembro. "Já consegui um bom ganho", diz, sem revelar a valorização.
Embora a possibilidade de valorização seja sedutora, há usuários que veem outros atrativos na moeda digital. O empresário Marco Gomes, 27 anos, declara-se um entusiasta do bitcoin. "Já fiz micropagamento de conteúdo de centavos de dólar em sites americanos e até doações para ONGs internacionais sem pagar nenhuma taxa de cartão", conta. Embora reconheça a possibilidade de ganho com valorização, Gomes não recomenda a aquisição de bitcoins como investimento. "Para mim o valor está no uso em transferências internacionais, como meio de pagamento e micropagamentos."
Já o professor de inglês Leandro Torricelli, de 28 anos, que montou uma carteira de bitcoins no fim de 2013, tem uma meta específica para o uso da moeda digital. "Quero guardar para uma viagem à Europa porque o exterior tem muitos lugares que aceitam. Para quem gosta de viajar é ótimo, porque não precisar fazer câmbio e pode pagar diretamente sem ter de converter o dinheiro", diz.
Fonte Valor Economico
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Pinhão e Koiffman leva o tema dos Bitcoins no VI Congresso Internacional de Direito Eletrônico

Escritório de advocacia de São Paulo especializado em tecnologia elabora pôster para abrir discussões sobre o tema Os Bitcoins, dinheiro eletrônico sem fronteiras que ainda não é regulamentado no Brasil, tem uma cotação muito volátil (valendo R$ 897.34 no dia 24/10/2014) Países como Rússia e China proibiram sua utilização, enquanto no Brasil ele já é aceito em diversos estabelecimentos, de lojas físicas a clínicas de cirurgia plástica.
A advogada Luiza Balthazar, do escritório de advocacia Pinhão e Koiffman Advogados, especializado em direito de tecnologia, levará ao VI Congresso Internacional de Direito Eletrônico (dias 5, 6 e 7 de novembro em Petrópolis/RJ) um pôster sobre os Bitcoins para abrir ricas discussões acerca do tema. O pôster fica à disposição de todos os participantes, com atenção 100% da advogada que atenderá dúvidas e debaterá o assunto com outros colegas.
Nascido após a crise de 2008, o Bitcoin, dinheiro sem fronteiras e sem regulamentação de banco central, utiliza conceitos de redes P2P (peertopeer). Bitcoins podem ser enviados pela internet, diretamente de uma pessoa para outra sem passar por bancos ou intermediários. Apontados por muitos como aforma mais eficiente de pagar despesas internacionais ou enviar dinheiro, o Bitcoin, desde sua criação, teve alta valorização e apresenta baixo custo de transação. Porém, é uma moeda que não é fiscalizada pelo governo, tem valor instável e não deixa rastro.Para entender a natureza e avaliação de valor do Bitcoin, é preciso encará-lo como uma commodity – como, por exemplo, um metal precioso. Pode ser adquirido na internet ou em caixas eletrônicos e trocados por diversas moedas.
No Brasil, cada vez mais estabelecimentos físicos e virtuais aceitam Bitcoins como forma de pagamento. São bares, pousadas, restaurantes, lojas e até uma clínica de cirurgia plástica e loja de produtos para bebês. Por essa razão é que começam a surgir questionamentos sobre a regulamentação dessa moeda. Efeitos jurídicos Por não ser uma moeda oficial, o Bitcoin levanta questionamentos em diversas esferas do direito. Na esfera tributária, como ficam aincidência de IR? E o ganho de capital? Como é tratada a sua propriedade? Em contratos, ele pode ser usado como forma de pagamento? Em uma sociedade, um sócio pode entrar com Bitcoins? Na esfera trabalhista seria possível utilizar Bitcoin como parte da remuneração? E quanto ao direito do consumidor? Ele permite a estipulação de preços em Bitcoins? “São questões que pedem e merecem um bom debate”, diz Luiza, preparada para as dúvidas que surgirão no evento.
Sobre Pinhão e Koiffman Advogados Há 12 anos no mercado, o Pinhão e Koiffman Advogados atua em diversas áreas do direito empresarial, desde a área tributária, trabalhista até direito internacional. Hoje, o escritório é referência em tecnologia da informação, telecomunicações e inovação, solucionando questões relacionadas à tecnologia para as mais variadas empresas do país e do exterior – tanto consolidadas, quanto start-ups. Com clientes como grandes operadoras de telefonia, uma das maiores de softwares do mundo, aceleradoras, start-ups e provedores de internet, uma das missões do Pinhão e Koiffman é colaborar para a formatação de melhores práticas de um mercado em constante evolução tecnológica. www.pk.adv.br
Fonte maxpressnet
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Bitcoin é alternativa viável a moeda estatal, avalia economista no RS

Entretanto, volatilidade da moeda virtual ainda é risco, diz especialista. No Rio Grande do Sul, dois locais aceitam pagamentos com bitcoin.
Ainda que não seja uma moeda física, o bitcoin, a moeda digital que possibilita infinitas transferências via internet, aos poucos ganha mais adeptos e conquista mais curiosos. A moeda, que só existe no ambiente virtual, foi criada há cerca de cinco anos e circula por meio de transações entre "carteiras" que existem nos computadores e smartphones dos usuários. Para especialistas, o bitcoin pode não durar, mas seu modelo deve permanecer. “Acredito que é correto dizer que o bitcoin é a primeira alternativa viável a moeda estatal. Elas vão coexistir por algum tempo. Dependendo do país, pode ter mais preponderância que em outros. O bitcoin, ou outra criptomoeda melhor, vai deixar sua marca no nosso sistema financeiro, sem dúvida alguma”, diz ao G1, o economista e escritor do livro "Bitcoin – A moeda na Era Digital", Fernando Ulrich. A obra foi lançada durante a 27ª edição do Fórum da Liberdade, em Porto Alegre.
A adoção como meio de pagamento já ocorre no Brasil por 54 estabelecimentos comerciais, de acordo com o Coin Map – serviço que reúne lugares que se dispõem a receber pagamentos dessa forma. No Rio Grande do Sul, são dois locais: uma agência de publicidade em Porto Alegre e um escritório de advocacia e consultoria em Santo Ângelo. No total, são cerca de 3,9 mil em todo o mundo.
O bitcoin funciona de maneira simples: a pessoa baixa o software, cria uma "carteira virtual" e passa a fazer parte da rede que gerencia as transações. O passo seguinte é comprar a moeda. Todo o dinheiro fica guardado no software do computador ou ainda armazenado no aplicativo do smartphone.
“A carteira virtual é o equivalente à agência e conta bancária. Mas há empresas que oferecem essa possibilidade online, em que o usuário acessa um site para verificar sua carteira de bitcoins. Ou ainda baixar um aplicativo no seu smartphone”, detalha Ulrich.
O bitcoin não tem uma central de gerenciamento, diferente das moedas como o real, que é gerenciada pelo Banco Central. “No bitcoin, a tarefa de validação e autenticidade ocorre de forma descentralizada. Qualquer usuário pode fazer isso, de qualquer lugar do mundo. A rede, em si, é muito segura. É um sistema aberto, todas as transações são públicas”, defende o economista. Mas para garantir a segurança, o bitcoin utiliza um complexo esquema matemático de criptografia – familiar para quem entende de computação.
Atualmente, transferir bitcoins não custa nada. Tal cenário torna a moeda atrativa para quem precisa enviar dinheiro de um país para outro, processo que cobra taxas bancárias e de câmbio elevadas. “Para transacionar internacionalmente, não tem fronteiras. É uma quebra de paradigma. E não há limites, posso enviar centavos ou milhões. Mesmo pagando um certo custo a uma casa de câmbio para converter em dólares no exterior, por exemplo, vale mais a pena do que pagar taxas pelo sistema bancário convencional”, justifica. A adesão ao uso do bitcoin é mais comum em países desenvolvidos da Europa, como Alemanha, além dos Estados Unidos e Canadá, onde cada vez mais empresas aceitam a moeda virtual em troca de seus produtos e serviços. “Em países emergentes, está se popularizando. O Brasil ainda está muito atrás, mas é compreensível, já que é uma tecnologia inovadora”, avalia Ulrich. O especialista aponta três itens como vantagens para utilizar a moeda virtual. “É rápido, barato e seguro. A transação ocorre de forma instantânea”, pondera. Ainda que o bitcoin possa estar distante da realidade de muitos os brasileiros, Ulrich acredita que esse cenário deva mudar nos próximos anos.
“Acho que a tecnologia vai continuar se difundindo no Brasil. As pessoas podem não ter pleno acesso à internet ainda, mas hoje existem mais celulares que pessoas no país. Quase todo mundo tem um aparelho celular, e logo vai ser um smartphone. Basta um smartphone e você pode ter bitcoin”, crê. “É muito possível que uma pessoa no agreste brasileiro não tenha uma conta bancária, mas pode ter um celular e ter uma conta de bitcoin”, arrisca.
Volatilidade da moeda virtual é risco
Apesar das vantagens, a volatilidade ainda é um dos riscos para quem usa o bitcoin. Os governos da China e da Rússia proibiram negociações com moeda. “Isso [volatilidade] ainda é um problema, por ser um sistema que ainda está começando, com volume e liquidez muito baixos. Aconselho a quem me pergunta, por exemplo, a não investir algum patrimônio relevante em bitcoin, por exemplo. Mas acho que a tendência no futuro é ele [bitcoin] valer mais, porque tem muitas vantagens”, ressalta.
Próximo ao Brasil, os argentinos são os representantes da América Latina no uso de bitcoin, mas de forma diferente: não para adquirir produtos e serviços de algumas empresas, mas para aplicar em uma espécie de “poupança virtual”. “A gente observa que muita gente está usando o bitcoin como reserva de valor. É algo como uma proteção contra o peso argentino, que está desvalorizando bruscamente. O bitcoin acaba sendo um refúgio e proteção contra a moeda dos argentinos. Nos países desenvolvidos essa prática não é tão clara e nem tão necessária”, argumenta.
O valor do bitcoin é variável, baseado na cotação de todos os tipos de moeda. Conforme Ulrich, todos os países tem ao menos uma casa de câmbio que facilita a troca e conversão de bitcoins. No Brasil, 1 bitcoin hoje está cotado em cerca de R$ 1.150. “É importante salientar que você não precisa comprar 1 bitcoin. Pode ser 0,01 bitcoin, por exemplo. Como se fossem centavos”, sustenta.
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Bitcoin sofre revés na China mas cresce no Brasil, dizem analistas

A moeda virtual bitcoin, que pretende inaugurar um novo tempo no mercado financeiro mundial, sofreu neste domingo um duro revés. Duas das maiores bolsas de bitcoin da China disseram que suas contas em alguns bancos do país serão fechadas pelas instituições na semana que vem. Diferentemente do dinheiro convencional, o bitcoin é gerado por computadores e não é apoiado por nenhum banco central ou governo, nem lastreado em ativos físicos.
A Huobi.com disse em um comunicado publicado em seu site que o Banco Industrial e Comercial da China fechará suas contas em 18 de abril. No entanto, acrescentou que as contas em outros bancos até agora não foram afetadas. A rival BTC Trade disse em seu site que a divisão da cidade de Hangzhou do Banco de Agricultura da China irá congelar todas as carteiras de bitcoin em 15 de abril. As bolsas não informaram as razões para o encerramento. Representantes dos bancos não estavam imediatamente disponíveis para comentar. Espaço no Brasil
Ao contrário da China, o bitcoin tenta ganhar espaço no Brasil como meio de pagamento, e bolsas que negociam a moeda virtual aproximam-se de varejistas do país oferecendo serviços com taxas inferiores às cobradas pelas empresas de cartão de crédito e débito. Criado em 2008 e independente de qualquer autoridade central, o bitcoin é uma moeda digital critptografada, cuja cotação girou em torno de R$ 1,1 mil nas últimas semanas.
Estima-se que atualmente o bitcoin movimente mais de US$ 240 milhões por mês na maior bolsa do mundo, a BitStamp, com sede na Eslovênia. No Brasil, a maior bolsa da moeda virtual, Mercado Bitcoin, movimenta o equivalente a R$ 10 milhões mensais. Adotada mais frequentemente como uma nova forma de investimento ou para remessas de recursos ao exterior – principalmente por profissionais da área de tecnologia e do mercado financeiro –, o bitcoin é negociado por ao menos quatro bolsas no Brasil: Mercado Bitcoin, Bitcoin To You, Usecryptos e Bitinvest.
Algumas delas, como o Bitcoin To You, estão iniciando conversas com grandes varejistas no Brasil para convencê-los a aceitar a moeda virtual e, com isso, economizar em taxas de transações, que chegam a 2,5% no caso do bitcoin ante 6% no caso das credenciadoras de cartões de crédito. Mesmo não sendo um meio de pagamento regulado, existem atualmente pelo menos 50 lojas e estabelecimentos de pequeno e médio portes que já aceitam bitcoins no Brasil, segundo sócios das principais bolsas. Na cidade de São Paulo, pelo menos dois bares já estão aceitando pagamento com a moeda digital.
Criada em julho do ano passado, a Bitcoin To You movimenta R$ 1 milhão por mês em moeda virtual, tendo 5 mil usuários registrados.
– Por enquanto, o bitcoin é usado mais como investimento. Mas esperamos que em pouco tempo a balança seja mais favorável para o lado do comércio, que é uma tendência mundial – disse Horta.
FONTE orreiodobrasil.com.b
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O dinheiro do Futuro *Super Interessante

O dinheiro do futuroNada de euro, dólar ou bolsa. O fato econômico de 2011 que será lembrado daqui a 200 anos talvez seja outro: a crise do bitcoin, a moeda virtual sem pátria que causou uma febre financeira. E que pode mudar o mundo por Cristine Kist Pousadas na Itália, restaurantes em Nova York, voos de parapente na Croácia e calcinhas usadas em vários países (tem gosto pra tudo): todas essas coisas podem ser compradas com bitcoins, espécie de moeda virtual aceita por centenas de estabelecimentos do mundo todo. E como o euro só vale para fazer compras na União Europeia e a nakfa só é aceita nos armazéns da Eritreia, o bitcoin cria uma ideia relativamente inédita de país sem fronteiras.
Uma moeda (qualquer moeda, digital ou de latão) só tem valor se as pessoas confiarem nela. Se todo mundo acredita que um pedaço de papel azul estampado com um peixe da família dos serranídeos vale R$ 100, então vale. Tradicionalmente, é o Estado o responsável por criar, implantar e assegurar a validade das moedas (o que é feito principalmente pela cobrança de impostos, que só podem ser pagos com a moeda oficial). Depois, o dinheiro é repassado aos bancos, e, só então, às pessoas e às empresas.
Pois que um grupo de nerds ligeiramente descontentes com esse sistema resolveu criar um outro, que anulasse integralmente a interferência dos bancos e governos. "Eu simplesmente gosto da ideia de um sistema monetário descentralizado, que não é controlado por burocratas, banqueiros ou políticos", explica o líder do projeto de desenvolvimento do bitcoin, Gavin Andresen. Para fazer isso, eles desenvolveram uma economia completamente virtual. É como se todo o sistema monetário ficasse restrito às transações feitas por home banking: o dinheiro é transferido de uma conta para outra e nós sabemos que ele foi transferido porque os números da nossa conta ficaram maiores ou menores. Não precisamos ter contato com nenhuma pilha de notas de R$ 100 para acreditar que a transferência foi feita de fato.
O conceito do bitcoin foi criado no final de 2008 por um obscuro programador identificado apenas como Satoshi Nakamoto, nome tão comum no Japão quanto João da Silva é no Brasil (e, por isso mesmo, acredita-se que esse não seja o real nome dele - ou dela). A ideia era permitir transações financeiras diretamente entre duas pessoas, sem a necessidade da intermediação de um banco ou de um sistema de pagamento online, como o PayPal. Isso resultaria primeiramente em taxas mais baratas, já que, quando um banco calcula sua tarifa sobre transferências, ele já prevê a cobertura das fraudes consideradas inevitáveis (e aí os bons clientes pagam mais para compensar os maus). Além disso, também seriam eliminados todos os custos relativos à impressão, transporte e distribuição do dinheiro físico.
Funciona assim
Para ter acesso aos bitcoins, é necessário fazer o download de uma espécie de carteira digital. Ela cumpre o papel de conta corrente. As primeiras moedas geralmente são adquiridas nas casas de câmbio virtuais, sites que trocam bitcoins por dinheiro tradicional. Depois, se Fulano quiser comprar alguma coisa que Beltrano esteja vendendo em troca de bitcoins, passa suas moedas para a carteira digital dele. É como uma transferência entre contas. Cada conta tem um endereço (na forma de uma sequência de letras e números). Se eu vendo uma bicicleta para você por bitcoins, você entra na sua carteira digital (a que instalou no seu computador), digita o endereço da minha (já que eu também baixei o programa) e faz o depósito. Pronto. Se um site de comércio eletrônico aceita bitcoins como pagamento, por exemplo, vai estar lá o endereço da carteira digital dele. Simples.
Essa foi a parte básica do nosso tutorial. Agora vamos entrar um pouco na avançada. Para funcionar como moeda, o bitcoin precisa obedecer a dois critérios básicos. O primeiro é ser algo que muita gente queira. Bom, como não faltou quem gostasse da ideia de brincar com uma moeda que não tem governo nenhum por trás, esse critério foi atendido. Começaram a aparecer pessoas vendendo produtos reais em troca de bitcoins, só pela graça de possuir bitcoins.
Agora, o critério 2: uma moeda precisa ser mantida como um recurso relativamente escasso. Só assim ela mantém seu valor. O ouro, por exemplo, é escasso. E por isso mesmo "vale ouro". É isso que o bitcoin quer valer. Como? Mantendo-se como um recurso escasso, ué.
O sistema por trás do bitcoin prevê que o máximo de moeda circulando será de 21 milhões de unidades (por enquanto, existem cerca de 7 milhões - o equivalente a pouco mais de US$ 30 milhões). Os responsáveis por colocar moeda nova no mercado são os usuários que cedem a capacidade de seus computadores via internet para manter o sistema funcionando. Na prática, o sistema fabrica dinheiro novo e distribui para esses usuários. Por enquanto, eles ganham, juntos, até 50 bitcoins (BTCs, pela sigla oficial) de 10 em 10 minutos, mas essa quantia irá diminuindo gradativamente até bater em zero (o que deve acontecer por volta de 2035). Essa foi a forma encontrada para controlar a inflação, manter o valor da moeda estável. Deu certo.
Sobe
Na época do lançamento, 1 BTC equivalia a poucos centavos de dólar. Em junho deste ano, chegou a valer US$ 30 - uma valorização de (pausa dramática) quase 30 000%. Quem tinha comprado US$ 1 em bitcoins agora podia vender a mesma quantidade de BTCs por US$ 3 mil. Apesar de ter saído do papel ainda em 2009, foi apenas durante um discurso feito nesse ano que a moeda ganhou notoriedade. No início de junho, o senador americano Charles Schumer foi ao Congresso dizer que bitcoins estavam sendo usados para a compra de drogas. Mas, com seu depoimento, ele apenas chamou mais a atenção para o assunto (poucos meses antes, o mesmo Schumer resolveu pedir ao Congresso que proibisse o Fuzz Alert, um aplicativo para smartphone que avisava os motoristas da presença de controladores de velocidade. O número de downloads duplicou em poucos dias).
"Logo depois que ele falou (ainda que mal) sobre o bitcoin, muitas pessoas começaram a comprar por curiosidade nos Estados Unidos, aí o preço subiu e juntou um monte de gente pra minerar", explica Leandro César, administrador e um dos principais fomentadores da moeda no Brasil. Na segunda-feira, 6 de junho, um dia depois do discurso de Schumer, 1 BTC valia US$ 8. Quando o mercado abriu na manhã de sexta, dia 10, já valia US$ 28. Uma valorização de 250% em uma semana. Isso se a semana encerrasse na sexta de manhã, claro.
Desce
Ao meio-dia dessa mesma sexta-feira, 1 BTC inexplicavelmente passou a valer apenas US$ 20. "Como tinha muita gente minerando, o mercado ficou cheio de bitcoins, então os preços caíram e os especuladores saíram correndo para vender", conta César. Ele explica que o fato de o sistema ser automatizado não garante estabilidade: "Ninguém prevê a demanda, só a oferta. Ainda que só saia um bloco de 50 BTCs a cada 10 minutos, se um site de câmbio muito importante for invadido, a demanda pela moeda pode cair bruscamente".
O exemplo do site invadido não foi escolhido por acaso. Exatamente duas semanas depois da manifestação de Schumer, um auditor da MT Gox, o maior site de troca de bitcoins por dinheiro (existem vários), teve seu computador invadido. Os hackers tiveram acesso aos dados de mais de 60 mil contas, escolheram uma das mais polpudas e tentaram vender tudo que tinha nela. Foram impedidos porque havia um limite de 1 000 BTCs por dia, mas mesmo essa venda fez com que o valor da moeda despencasse de US$ 17,50 para alguns centavos. Como apenas uma conta tinha sido comprometida, a MT Gox conseguiu anular todas as transações feitas depois do ataque e restaurou o preço de US$ 17,50.
A principal crítica feita ao sistema era que, se alguma coisa acontecesse com o dinheiro dos usuários (e muitas coisas estavam acontecendo), eles não teriam a quem recorrer. Pois que no final de julho uma falha no sistema fez com que outro site de trocas, o Bitomat, perdesse todos os bitcoins dos seus usuários. Evaporaram 17 mil BTCs, ou US$ 220 mil. Era a prova prática de que os críticos tinham razão: não havia a quem pedir socorro. "Quando isso aconteceu, achei que ia acabar tudo", lembra Leandro. Quase acabou: o valor dos bitcoins caiu a praticamente zero. O mercado estava congelado.
E agora?
Surpreendentemente, a MT Gox, aquela mesma que tinha sofrido com ataques cerca de um mês antes, resolveu incorporar a Bitomat e indenizou todos os prejudicados. Mas mesmo essa intervenção não elevou o bitcoin ao patamar dos bons tempos - até o fechamento desta edição 1 BTC flutuva entre US$ 4 e US$ 5. "O valor do bitcoin hoje depende muito de o quão confiantes os especuladores estão de que a moeda se confirme como um meio importante de pagar por coisas no futuro. Isso faz com que esse valor seja muito volátil, e isso é ruim porque um preço volátil torna difícil que os comerciantes aceitem a moeda como pagamento", explica Andersen. Mesmo assim, hoje centenas de estabelecimentos aceitam bitcoins - a grande maioria sites de comércio eletrônico, mas que vendem de tudo.
Andersen, porém, não tem ambições muito maiores para a moeda. "Eu gostaria que o bitcoin ficasse `chato¿ - só um outro jeito de pagar por coisas online e que fosse tão fácil de usar quanto um cartão de crédito ou o PayPal são hoje", completa. Isso significa, basicamente, que o bitcoin até pode continuar existindo como método de pagamento alternativo ao dinheiro, mas nunca chegará a substituí-lo. A opinião vai ao encontro do que pensa Leandro César: "Não acredito que ele vá tomar o lugar do dinheiro tradicional. Deve se tornar uma moeda B, não uma moeda A".
Mas que ninguém duvide do BTC - ou da próxima moeda "de brinquedo" que aparecer. Quando se trata de futurologia em economia, convém não acreditar em todas as previsões. Ainda em 1999, o antropólogo Weatherford destilava seu pessimismo em relação a um certo sistema "ilusório" de transferências: "O conceito largamente debatido de o indivíduo realizar transações financeiras pelo computador doméstico usando linhas telefônicas demonstrou ser muito mais ilusório do que os tecnófilos e futuristas haviam previsto". É. Às vezes os futuristas acertam.
Fonte Super Interessante
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Bitcoin: descubra 5 coisas que você pode comprar usando a moeda e não sabia

Nos mochilões do futuro, talvez não seja preciso fazer o câmbio para cada país que você visitar. Ao redor do globo, cada vez mais estabelecimentos começam a aceitar a moeda virtual Bitcoin como forma de pagamento pelos serviços. O Bitcoin começou na Deepweb, o submundo na internet, por ser uma moeda descentralizada e independente de outros sistemas monetários, mas hoje já é usada em serviços da 'surface' web, essa em que eu e você estamos agora. Mais recentemente, especialistas apontaram o Bitcoin como uma inovação sem precedentes para a economia mundial.
Já falamos na GALILEU sobre esse pub londrino que aceita pagamento através de Bitcoin. A lista completa de serviços e produtos que são 'amigos' do Bitcoin no mundo todo passa por restaurantes, bares, cafés, hotéis, galerias de arte, assessoria jurídica, lojas de roupas e até universidades. Veja onde você pode gastar suas possíveis economias em Bitcoin, no Brasil e no mundo:
Para comprar discos Long Player, em Berlim Na mesma rua do Room 77, você pode ligar o modo nostalgia e comprar vinis na Long Player.
Para tomar um bom café e comer uma boa fatia de bolo Planet Linux Caffe, na Flórida. Um ponto de encontro para entusiastas de software open source que também serve, por acaso, um dos melhores cafés da região.
Para tomar cerveja Room 77, em Berlim (foto) Em Kreuzberg, em Berlim, o Room 77 é só um dos vários lugares que aceitam Bitcoin na hora de pagar pelo hambúrguer (as fritas que acompanham são caseiras e ótimas) e pela cerveja. Como a maioria dos bares de Kreuzberg, ele é despretensioso e barato.
Para pegar um taxi Eurotaxi, na Galicia, Espanha E eles mandam informar: as tarifas são iguais a de um taxi normal.
Para se hospedar na praia Pousada Kyrios, São Sebastião, SP Apesar de ainda serem poucos os lugares físicos no Brasil que aceitam Bitcoin, um deles é essa pousada no litoral de São Paulo.
Use os links ao lado para comprar Bitcoins
fonte Revista Galileu
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Como encontrar empresas que aceitam bitcoin Usabilidade de Criptomoedas no Dia a Dia (receba em seu estabelecimento), com Huberto Leal Reportagem Bitcoin - Usuários que estão pagando serviços & Lojas que aceitam BTC LUGARES NO MUNDO QUE ACEITAM BITCOIN! Lojas Que Aceitam Bitcoin no Brasil - YouTube

No início do ano passado eram 8.186 estabelecimentos. No Brasil, não há um número exato de lugares que aceitam negociações na moeda digital mais famosa do mundo. FORBES conversou com oito empresas de diferentes setores que aceitam o bitcoin nas transações de compra e venda. Os motivos são os mais variados: desde o entusiasmo dos pequenos empresários pela tecnologia até a necessidade ... No Japão, por exemplo, onde o Bitcoin foi bastante difundida, há poucos locais registrados. De qualquer forma, o mapa é interessante para termos uma noção de como está a aceitação da moeda e, principalmente, para conhecer lugares próximos que já trabalham com ela. Quais lojas que aceitam Bitcoin no Brasil em 2018? Só que no Brasil não há um número exato de locais que aceitam a negociação em Bitcoin. Assim sendo a Forbes conversou com 8 estabelecimentos de diferentes setores que aceitam o Bitcoin em suas negociações de compras e vendas de serviços. Mais de 15 mil comerciantes já aceitam bitcoin no Brasil. 21/09/2015 às 13:34 . 1 min de leitura. Imagem: Engadget. Ramon de Souza . 57 Compartilharam. 4 Comentários . De acordo com a Snapcard ... O TagCity é o primeiro aplicativo de buscas que mostra locais em todo o mundo que aceitam Bitcoin como forma de pagamento. Disponível para Android e iOS, o app foi lançado nos Estados Unidos no ...

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